A coragem de ser imperfeito



Quero compartilhar a resenha crítica do livro “A CORAGEM DE SER IMPERFEITO” (2016), da escritora Brené Brown.


Quem nunca se sentiu vulnerável?

Quem nunca se sentiu envergonhada?

Quem nunca se sentiu insegura de ser como é?

Esses questionamentos gritam aos nossos olhos enquanto lemos, “ A Coragem de ser imperfeito”, de Brené Brown, um pesquisadora e contadora de histórias, como ela mesma se intitula, que há mais de uma década pesquisa sobre vulnerabilidade, vergonha e a autorrealização.


“A Coragem de Ser Imperfeito”, lançado no Brasil em 2016 pela editora Sextante, é resultado de um estudo qualitativo onde a escritora demonstra “que aceitar a própria vulnerabilidade, vencer a vergonha e ousar ser quem você é pode levá-lo a uma vida mais plena” e que a vulnerabilidade não é uma fraqueza, mas sim a coragem de expor nossas verdades.


Brené Brown afirma que o que nós temos em comum é a verdade que constitui a essência do livro: “o que nós sabemos tem importância, mas o que nós somos importa muito mais. E isso é vulnerabilidade”. É a coragem de ser imperfeito, principalmente, é viver com ousadia.


O livro não traz um passo a passo para aplicarmos em nossa vida, e sim compartilha experiências vividas pela autora no âmbito de sua vida pessoal, das pessoas pesquisadas e dos pronunciamentos dos participantes das palestras. Esses relatos nos conduzem a identificar a vida como ela é, e nos despertam para traçarmos nossos próprios caminhos para uma vida de ousadia e liberdade.


Cada capítulo desse livro, me fez sentir como se estivesse retirando uma capa que encobria minha pele. Tipo o efeito cebola, que vai retirando camadas até chegar na essência.


Alguns capítulos, me tocaram tão profundamente, que foi necessário relê-los para permitir que minha mente se entregasse a constatação que eu não queria ser vulnerável talvez, para não demonstrar fraqueza. E então, fui me conscientizando de algumas das minhas desculpas para não fazer algo e da minha procrastinação em algumas situações. E isso tudo, debaixo de uma camada protetora que eu titularizava: “sou perfeccionista”; “preciso me sentir segura”; “preciso treinar mais”; “ainda não é hora”; “preciso estudar um pouco mais” e outras e outras desculpas.

Não que buscar a perfeição, treinar, e preparar-se seja errado, mas, usar isso como desculpa para não executar algum projeto foi minha grande descoberta a partir das reflexões que esse livro me conduziu. Assim, após essa constatação, coloquei alguns projetos em andamento, inclusive este, compartilhar as resenhas dos livros que leio e que me impactam.


“Se quisermos recuperar a parte essencialmente emocional de nossa vida, reacender a paixão e retomar nossos objetivos, precisamos aprender a assumir nossa vulnerabilidade e acolher as emoções que resultam disso.”

Quando me deparei, logo no inicio do livro, com essa frase, um click abriu meus olhos e percebi o quanto é importante conscientizarmos que a incerteza faz parte da nossa vida. E viver a incerteza é nos deixar ser vulnerável, correr riscos, transformando isso em energia impulsionadora da paixão por algo e que nos leva a viver todas as emoções disponíveis em nossa trajetória.


“O verdadeiro comprometimento espiritual não é construído sobre a submissão, mas é produto do amor, da aceitação e da vulnerabilidade.”.


Outro ponto que destaco é que a coragem de viver e seguir adiante está relacionada diretamente com a prática do amor. E só pelo amor podemos aceitar quem somos e quem o outro é, além de entendermos o quanto somos frágeis e imperfeitos.


Diversas outras mensagens impactaram diretamente entre o que eu queria ser com o que eu estava sendo verdadeiramente. Percebi que tinha me permitido olhar para dentro de mim, sem lentes, sem criticas, sem cobranças, sem medos, sem querer agradar, mas sendo apenas EU. E assim, pude crescer mais no conhecimento de mim mesma.

Após a leitura do livro fica claro que, com uma harmoniosa linguagem que mistura pesquisa acadêmica com a leveza de um bate-papo, Brené Brown conseguiu nos guiar no caminho da coragem para sermos imperfeitos e livres para ousarmos viver uma vida plena.


Talvez por isso, o livro alcançou o primeiro lugar da lista do The New York Times , e sua palestra a respeito de vulnerabilidade, medo, vergonha e imperfeição tenha alcançado mais de 25 milhões de visualizações.


A sagacidade do link entre o trecho do discurso de Theodore Roosevelt no prólogo e nas reflexões finais da autora, nos leva a pensar que a arena da vida está repleta de acontecimentos que ora são vitorias ora são fracassos, mas ambos nos transformam em seres MAIS HUMANOS.


Assim, o meu novo desafio a partir desta leitura foi me manter constante na busca pela “coragem de ser imperfeita” descrita por Brené Brown.


Afinal, “vulnerabilidade” é ser livre para viver a plenitude da vida e fazer a diferença.


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